Pode-se dizer que o Senado Federal está vivendo o que os especialistas em política chamam de "Demo", de "Demoniocracia", um termo que define a onda de denuncias que assolan o Senado Federal há aproximadamente quatro meses e vem sendo a pauta central das discussões no Senado. O presidente da casa, José Sarney, tem se defendido de todas formas dos vários escândalos contra ele, dizendo que a crise do Senado não é culpa dele e sim do próprio Senado, se referindo às denúncias de edição de mais de 1000 votos secretos no próprio Senado, além de outros atos chamados de Ator Secretos, os quais, ele mesmo afirma desconhecer.
Alguns destes votos secretos beneficiariam os seus próprios parentes. Contudo, Sarney ainda se acha injustiçado, por não levarem em conta o seu passado e ao criticá-lo pela contratação de parentes, o que para ele, é algo natural e praticado por outros senadores.
"Acho que não posso ser julgado, e uma injustiça o país julgar um homem como eu", reclama, Sarney.
Mas nem todos estão de acordo com o que o presidente do Senado acredita ser normal, e, contradizendo a opinião de José Sarney, o aluno do 8º período de jornalismo da Faculdade Estácio de Sá, Wagner Fernandes, acredita que a crise é apenas a ponta do Iceberg, pois coisas piores estão enraizadas na cultura política do Senado, e não vê solução, a não ser que se faça uma reforma política além da conscientização do povo. "É, sem dúvidas, preciso reformular as práticas polícas nesse país, e acompanhando esse processo revolucionário, o povo deve conscientizado, sobretudo responsável pelo seu maior ato de cidadania, o voto.", explica o estudante.
Para a aluna aluna de jornalismo, também do 8º período da mesma faculdade,
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
As "barrigadas" da mídia brasileira, o caso Paula de Oliveira

Na semana que passou, um dos assuntos que dominaram o noticiário aqui no Brasil foi o caso da suposta agressão sofrida pela brasileira Paula Oliveira, na Suíça. Seria mais um daqueles casos clássicos de xenofobia explícita, não fosse a rápida ação dos legistas suíços que afirmaram que Paula Oliveira, provavelmente se autoflagelou e não estava grávida de gêmeos, como alegou às autoridades policiais da Suíça ao ser atendida após o suposto ataque.
Paula disse que foi agredida por um grupo de skinheads simplesmente porque vinha pela rua falando em Português (via celular) com sua mãe que mora em Recife. Ataques de skinheads acontecem não só na Europa. Aqui no Brasil, principalmente em São Paulo, os skinheads (geralmente filhos de nordestinos que imigraram pra lá nos anos 70) atacam, acredite, nordestinos e também gays. Além da xenofobia há também preconceito neste tipo de ataque. Mas no caso de Paula Oliveira, tudo leva a crer que era mentira. E mais, o suposto ataque levou as autoridades brasileiras, movidas pelo noticiário da Rede Globo, a quase abrir uma crise diplomática com um país considerado “amigo”.
O que a Globo fez é chamado no jargão jornalistico de “barriga”. E, pelo jeito, foi a maior das “barrigas” já cometidas pela maior rede de TV do Brasil. Até o momento, nem Paula Oliveira, nem seu pai — que desesperado com a notícia do ataque sofrido pela filha voou para a Suíça — conseguiram provar a suposta gravidez. Contra Paula estão as evidências médicas afirmando que a gravidez, pelo menos no dia do suposto ataque, não existia. E também um laudo de um legista que afirma categoricamente que os ferimentos foram provocados pela própria brasileira.
Depois que estas informações foram divulgadas, o caso tomou outro rumo. As autoridades brasileiras, que já estavam em “pé de guerra” com a Suíça, se acalmaram e suavizaram o tom do discurso. A Globo mudou o foco editorial das reportagens de Marcos Losekann, enviado a Zurich para cobrir o caso. E, se tudo for confirmado, Paula poderá ir para a cadeia e a Globo vai guardar em sua história, uma “barriga” a ser eternamente lembrada nas salas de aula das faculdades de jornalismo brasileiras.
No site Observatório da Imprensa, a “barriga” da Globo mereceu uma análise profunda, escrita pelo jornalista Rui Martins, direto de Berna, na Suíça. O texto é primoroso e explica como “um jornalismo irresponsável mobilizou o país, levou o ministro das Relações Exteriores Celso Amorim a criticar um país “amigo” e o presidente Loola da Silva a quase criar um caso diplomático“.
Brasileiros expulsos
O quase "golpe da barriga" de Paula Oliveira
Imprensa suiça atenta à farsa de Paula Oliveira
Assinar:
Postagens (Atom)